NR-1 e o custo previdenciário do adoecimento mental: o que os riscos psicossociais fazem com o seu FAP e o seu RAT
A atualização da NR-1 trouxe os riscos psicossociais para o centro da gestão empresarial. O que muitos ainda não perceberam é que saúde mental não impacta apenas o clima organizacional ou o risco de multas trabalhistas: ela influencia diretamente o custo previdenciário da empresa.
Afastamentos por transtornos mentais reconhecidos como ocupacionais podem gerar benefícios acidentários (B-91), afetando o cálculo do FAP e aumentando a contribuição ao RAT. Na prática, mais afastamentos podem significar uma folha de pagamento mais cara por anos.
Além disso, surgem efeitos como estabilidade provisória, recolhimento de FGTS durante o afastamento, ações indenizatórias e até ações regressivas do INSS em casos de negligência.
Por isso, o PGR psicossocial não deve ser visto como mera obrigação regulatória. Identificar riscos, documentar medidas preventivas e gerir corretamente o nexo previdenciário pode reduzir passivos, melhorar indicadores e gerar economia real.
A saúde mental deixou de ser apenas uma pauta de pessoas; tornou-se uma variável econômica.